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Desventuras em série de um “quitute frito, brasileiro, com base de massa de farinha de trigo e recheio de frango desfiado, que pode, ou não, conter catupiry®” ou o terror do trajeto para o trabalho de ônibus

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         Como diz o ditado popular: todos os caminhos levam a Roma, e foi daí que um belo dia, que eu estava sem carro, fiquei em conflito sobre que forma eu iria para o trabalho. Geralmente vou dirigindo ao trabalho, porém devido a um pequeno acidente de trânsito envolvendo uma fechada de uma moto, um carro, dois motoristas nervosos e uma fantasia de Super Mario, neste dia eu teria que buscar uma alternativa. Baixei diversos aplicativos, pensei em Uber ou Táxi, porém os valores das corridas estavam elevados e eu não estava afim de gastar muito. Até que me ocorreu de baixar um aplicativo chamado Moovit, que além de te ajudar a achar o melhor trajeto ao trabalho, ainda indica onde e qual transporte você deve pegar. Pois bem, estava decidido: seria transporte público, ônibus. Me arrumei para trabalhar, peguei a minha mochila e saí feliz da vida numa grande jornada. Dei play na minha setlist do celular e dei o primeiro passo em direção ao ponto do ônibus. Ni...

A Jústíssima Comédia nada Divina

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A juíza Ivone levantou da cama. O relógio já marcava 6h, o despertador do celular começou a tocar a sua música favorita “Fogo e Paixão” do grande cancioneiro brasileiro, Wando. Devido ao horário de verão tudo ainda estava escuro do lado de fora. Então nem se deu ao trabalho de abrir as cortinas. Tivera uma noite particularmente irritante devido ao excesso de calor e só de pensar em que logo menos teria que vestir seu habitual uniforme de juíza só pensava em como gostaria de poder ir trabalhar pelada por baixo de seu “hábito” como gostava de brincar. Do outro lado da cidade também começava a manhã do advogado Aleexandre. Detestava o próprio nome, mas sua descendência é carioca, muito embora ele tenha nascido em São Paulo, Capital. O pobre, por sacanagem do escrivão paulista que não ia com a fuça de cariocas, recebera o nome por conta do sotaque da mãe ao pronunciar Alexandre, porém com som de Alixandre. O horário de verão também mexia muito com ele, pois tinha grande dificuldade de...

Você vai mudar!

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Você vai mudar! Ah, mas não adianta chorar, espernear e nem fazer beicinho. Não importa a sua idade, você irá mudar. A mudança é necessária, a mudança é inevitável. Aliás, se não fosse a mudança (o que Darwin chama de Evolução) você ainda estaria batendo osso na pedra. Se com seus aborrecentes 16 anos ou com seus rabugentos 60, você ainda irá mudar, goste ou não. E isso se deve por dois princípios bem básicos: a vida e a falta de vida. Não necessariamente a morte em si, mas pode acontecer. Quando é o fator vida, eu me refiro a vida mesmo, que acontece, o dia a dia. Sinto muito se você acha que tem total e absolto controle do que acontece ao seu redor. Não, você só pode controlar a sua vida e olhe lá! E quando é a falta de vida, é quando você deixa que outras pessoas tomem decisões por você, escolham o seu caminho, digam como você tem que viver a sua vida! O QUE É ABSURDO! ATENÇÃO: se você é de fato um aborrecente ou um velhinho rabugento, não interprete este texto c...

O Roubo da Monalisa

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                Jaccquin finalizava os preparativos para a grande noite. Suas mãos suavam um pouco e parte era por causa do terrível calor que fazia na capital parisiense. Mas o suor de Jaccquin era aquele suor frio, mesmo.                 Conferiu sua mala mais uma vez e então olhou pela janela do hotel e vislumbrou o seu destino o Museu do Louvre.                 No criado mudo do hotel uma garrafa meio vazia e um copo meio cheio de uísque. Desviou o olhar da paisagem e o voltou para o copo, o pegou e então deu um gole que acabou com toda a bebida. Aquilo pareceu ter um efeito tranquilizante e ao mesmo tempo passava mais confiança a Jaccquin, que olhava seu relógio, nervoso, pois a hora se aproximava.               ...

Esquadrão Geriátrico

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                Ivo levantou-se aquela manhã e não olhou o despertador, não o olhou porque não possuía um, mas pensou que se tivesse poderia olhar e não perder o horário do café da manhã na casa de repouso. Ivo ficava era muito fulo da vida, pra falar a verdade, pois quando chegava ao refeitório toda a camada boa do mingau de aveia já tinha sido pega por seus outros colegas. Aquilo despertava uma ira peculiar em Ivo.                 Chegando atrasado, seu único conforto era conseguir sentar mais reservado nas mesas do refeitório e Sônia, uma das cozinheiras sempre guardava um biscoitinho integral para ele. Apesar que não pudesse mastigar mais com toda a sua capacidade, Ivo, ainda assim, gostava da sensação de comer algo mais sólido. Terminou de tomar seu café tardio e foi ao pátio. Alguma coisa no ar estava diferente, ele não sabia ao certo o que, talvez fosse a Emenga...

Uma puta cachorrada

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                Era uma bela tarde de domingo, um sol belo, azul, 17h, eu me preparava para uma despedida de uma amiga minha do Varginha. Já disse aqui que o Varginha ao qual me refiro não é a cidade Mineira, e sim ao Terminal Varginha. E essa minha amiga nos deixaria, iria, para além da ponte, como os moradores da região se referem àqueles que moram além da ponte do Socorro e que têm uma vida mais acessível.                 De qualquer forma a reunião de Silvinha seria além-ponte, num barzinho na região de Pinheiros. Mamão na roda pra mim, pois era só usufruir do trem.                 Terminei de me arrumar e estava saindo do prédio, mas não antes de ser abordado pelo porteiro. - Fala Chicão – o porquê de Chicão eu jamais entenderei, pois seu nome real era Mário. – O que tem pra mim, a...