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Para sempre abelinha

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Outono brasileiro, a nossa história começa em Sampa (como acham que quem moram em Sampa chama São Paulo). A cidade fervia e não me refiro apenas ao fervo da agitação, mas fazia um calor ingrato. Nas ruas, o contraste de um povo de camisa florida e chinela de dedo e o povo de terno, gravata, sobretudo, cachecol, japona, toucas e luvas devido às condições sociais que nos submetemos de segunda a sexta, em sua maioria, das 9h às 18h. Nos ônibus da Capital senhoras e senhores se abanavam com as folhas de seus exames, chapas de pulmões, receitas médicas e mais qualquer sorte de papéis que por ventura levavam em seu poder. Nos faróis, os que funcionavam pelo menos, não era difícil encontrar algum comerciante vendendo água, refrigerante ou IceGurt. A semana apenas se iniciara, plena segunda-feira, uma tarde outonal, porém absurdamente quente e ensolarada. Pleno abril e um calor de rachar coco. Pelo amor de Deus, não sei como vocês gostam desse tempo. Uma gentarada suada, com...